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Seu roteiro não tem valor!




Há centenas de maneiras de transmitir ideias nos filmes: o posicionamento de câmera, a iluminação, movimento, a montagem os diálogos são os principais elementos pra contar uma história. Tudo isso serve para conduzir as emoções do espectador, revelando os personagens e o enredo.


Mas vamos começar do início: o roteiro. A princípio ele nada mais é do que um esboço de uma história contada por meio de sons e imagens, mas com certeza ela vai muito mais além. Ele tem que ter conflitos que possam ser narrados visualmente. É o que eu chamo de valor cinematográfico. Sem isso você pode até ter uma boa história, mas dificilmente terá um bom filme. O que isso quer dizer?


O roteirista não pode somente focar no diálogo ou na narração textual. Ele tem que ter os conhecimentos básicos para colocar elementos que ajudem o diretor a criar uma narrativa visual.

Teóricos como Kuleshov e Eisentein perceberam que o filme oferecia duas cosias que nenhuma outra mídia oferecia até então.: Uma imagem fotografada e movimento. Logo eles perceberam que a montagem dessas imagens, em determinada sequência, gerava sentidos diferentes para o espectador. Cada enquadramento trazia atributos visuais muito específicos à imagem, dando origem a muitos elementos dramáticos.


Daí a importância para quem quer ser um roteirista de conhecer a fundo todos os elementos técnicos do filme, para poder criar de forma mais eficaz, história voltadas especificamente para as telas.


Porque cada elemento tem uma razão de ser. Afinal, uma cena só faz sentido se favorecer o enredo ou o personagem. Nada pode ser descartável. Lembre-se disso.




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