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Nunca faça isso com a câmera



Estamos vivendo um dos maiores momentos da história da cinematografia. Nunca houve um acesso tão fácil à equipamentos que gravem imagens com tanta qualidade. Mas isso não quer dizer que somente ter um Iphone na mão vai te fazer se transformar em um Spielberg, um Wood Allen, ou um Hitchcock, porque não adianta ter o equipamento, tem que saber usá-lo da forma correta e é isso que eu vou mostrar pra você agora!


A linguagem cinematográfica está em constante evolução, desde os primórdios até os dias de hoje, os avanços tecnológicos dos equipamentos de proporcionaram o desenvolvimento de técnicas que sempre auxiliaram no processo de contar histórias. Mas se você quer ser um diretor, precisa ter em mente que os princípios narrativos, que estão por trás de todos esses equipamentos são sempre os mesmos e hoje nós vamos falar sobre a câmera.


Calma... Não estamos falando aqui de marcas ou modelos, mas do equipamento em si. Isso porque um filme é composto de planos e para realizá-los é preciso colocar a câmera na melhor posição possível para integrar os atores, cenários e a ação naquele momento exato da narrativa.


O ângulo da câmera (incluindo a distância focal da lente) determina tanto o ponto de vista do público e a área abrangida pelo plano, o que interfere na visualização dramática da cena.


Para entender melhor, vamos relembrar alguns conceitos. A cena define o lugar da ação, tem relação com o espaço. Já o plano define o quanto vemos desse lugar, logo tem relação como tempo. Logo, uma história cinematográfica nada mais é do que uma série de imagens em constante mudança que retrata acontecimentos de vários pontos de vista.

O que você precisa entender aqui é que a câmera age como se fosse o olho do espectador, criando uma relação pessoal com aquilo que está sendo mostrado. Desse modo a câmera pode ser objetiva, que mostra a ação de um ponto de vista externo, colocando o expectador como um elemento que assiste à ação dramática. Ou pode ser subjetiva, que filma de um ponto de vista pessoal, colocando o espectador dentro da ação da cena.




Aqui cabe uma ressalva. As definições e nomenclaturas dos planos podem variar um pouco, mas elas partem sempre do mesmo princípio: eles são determinados pelo tamanho do objeto filmado em relação ao quadro total que está sendo fotografado. Vamos ver alguns exemplos


O Grande plano geral, serve para mostrar uma área extensa, vista de longe; o plano geral compreende toa a área da ação. Esse são chamados planos descritivos e servem para ambientar o espectador na cena. O plano de conjunto, normalmente mostra os atores de corpo inteiro dentro do cenário, já o plano médio pode ser definido como um plano onde a câmera fechará o suficiente para filmar os gestos, expressões faciais e movimentos com clareza. Um plano próximo mostra o ator do meio do tronco até acima da cabeça. Eles são chamados planos narrativos e servem para mostrar a ação dramática. O Close mostra a partir dos ombros e o super close está na região entre os olhos e a boca. São chamados de planos psicológicos e servem para aumentar a dramaticidade da cena.


Mas qual ângulo escolher? A regra é que não há regras. Cada cena deve ser considerada sobre vários aspectos como a carga estética, psicológica e dramática em outras palavras, como o público pode ser afetado emocionalmente e as restrições técnicas que o orçamento, o clima ou o local nos impõem.

A verdade é que você sempre deve surpreender visualmente o público apresentando novos pontos de vista, ou dando novos significados àqueles que já existem. A variedade visual tem de dar o tom, para que o público se mantenha interessado no que está acontecendo e principalmente no que vai acontecer. O espectador deve ser trazido constantemente para dentro do filme, posicionando-o lado a lado com a ação dramática. Pense nisso! A gente se vê na próxima cena.





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